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Canoagem disputa prova com percurso de 45 km no Lago Paranoá

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Rogério Sampaio
Especial para o Jornal de Brasília

No último dia 17, com largada às 7h, a partir da raia em frente ao Clube Naval de Brasília, foi disputada mais uma edição da prova da travessia das pontes que reuniu 98 atletas e paratletas, divididos em diversas categorias que compõem a modalidade de canoagem. A expectativa média de cumprimento do percurso, segundo as regras da competição, era de 6h30, mas, segundo a organizadora da competição, Diana Nichimura, nesta edição os recordes de tempo e performance foram batidos em todas as modalidades, tanto nas categorias masculinas quanto femininas, a despeito do vento forte e do lago com muitas ondulações, segundo informou a, organizadora da competição.

“A travessia das pontes, com percurso de 45 km, existe há 12 anos. Anteriormente a prova destinava-se apenas a modalidade de caiaque, mas, a partir desse ano, incorporamos as canoas havaianas (Av’as na nomenclatura oficial) que, anteriormente, faziam apenas percursos menores” explicou Diana.

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Nesse ínterim, segundo a organizadora da prova, foram sendo realizadas preparações específicas, para que os remadores de canoas havaianas pudessem participar com sucesso um percurso longo de forma completa.

“O que nos surpreendeu foi o expressivo número de canoas havaianas que se inscreveram para a prova, oito ao todo. Ainda não é o número que esperávamos, mas o brasiliense, na sua gênese, faz parta da capital nacional do endurance, com larga tradição no triatlo, corridas de longas distâncias, como a Volta do Lago, que perfaz 100km, entre outras provas que exigem grande resistência física. Então, percebo que, ao longo da história da cidade, sobressai esse talento para provas de longa e ultradistância. Assim sendo, nada mais natural que a canoagem, em todas as suas modalidades, seguisse essa mesma tendência. Pesa a favor o fato de sermos muitos unidos e a própria federação ser composta e dirigida por atletas, sem nenhum viés de cartolagem, o que facilita a tomada de decisões sempre com o foco em beneficiar os atletas e o esporte” assegurou Diana.

Esporte versátil

Para Rubens Pompeu, presidente da Federação Brasiliense de Canoagem (Febracan), a realização da prova de travessia das pontes só vem confirmar a versatilidade da canoagem, que abrange várias modalidades, como no caso da travessia, que é uma prova de maratona em águas calmas.

“Existem também modalidades como a olímpica, que requer velocidade; slalow, que é uma modalidade praticada em corredeiras com balizas; a canoagem de água branca, praticada em rios com corredeiras, a canoagem oceânica, de longa distância, em mar aberto, com barcos específicos para tal e que, por incrível que pareça é uma modalidade na qual Brasília se destaca, tendo ficado em terceiro lugar no último campeonato brasileiro. Existe também a canoagem de surf em caiaque, caiaque pólo, similar ao waterpolo, só que praticado com embarcações. E temos também a canoa havaiana. Enfim, onde houver água, a canoagem pode estar presente”, afirmou Pompeu.

Ainda segundo Pompeu, todo esse leque de opções que a canoagem oferece, está sendo oferecido também aos paratletas e pessoas com deficiência física que queiram se dedicar ao esporte.

“Brasília possui, hoje, a campeã brasileira de canoagem de 2016, na categoria paratleta que é a Andréia Pontes, juntamente com o Kau Brainer que participou da seletiva para a seleção brasileira paraolímpica. Então, Brasília está muito bem representada nesse cenário”, disse Pompeu.

De acordo com dirigente, 2016 foi um ano bastante movimentado para a canoagem candanga com a realização de quatro provas de maratona e quatro provas de velocidade, totalizando oito eventos oficiais.


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