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Racionamento no DF chega ao fim em 15 de junho, anuncia Rollemberg

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Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com

O racionamento de água no Distrito Federal terá fim em 15 de junho, após 18 meses de rodízio nas regiões administrativas. O governo diz ter segurança hídrica graças ao volume recuperado das bacias do Descoberto e Santa Maria e de estudos técnicos que indicam redução 12% a 13% no consumo brasiliense. Desde janeiro de 2017 as torneiras ficam vazias a cada intervalo de seis dias.

Rodrigo Rollemberg atribuiu o resultado ao esforço da população, que reduziu o consumo, dos agricultores, que mudaram a forma de irrigação, e das obras de captação de água, que devem fortalecer o abastecimento no DF junto com a captação de 550 litros de água por segundo no Ribeirão Bananal, no Lago Paranoá e no Sistema Santa Maria-Torto.

“Embora estejamos anunciando uma data, tenho convicção que a população não retornará àquele volume de consumo diário com desperdício e uso inadequado. Todos nós adquirimos uma nova consciência para um uso sustentável que garanta água com qualidade e quantidade para as futuras gerações”, acredita.

O racionamento teve início no ápice da pior crise hídrica brasiliense, quando os índices da Barragem do Descoberto, que abastece mais da metade da capital, chegavam a 19,1% da capacidade e o de Santa Maria, a 41%. Conforme o último levantamento da Adasa, de quarta-feira (2), os sistemas mantém níveis de 90,9% e 56,4%, respectivamente.

A previsão é que a capital passe pela estiagem sem grandes problemas. “O menor nível de afluência do Descoberto fica para o fim de novembro, algo em torno de 21,9% da capacidade do reservatório, quando já teremos novamente o período de chuvas e, em dezembro, o sistema Corumbá em operação, com 2,8 mil litros por segundo a mais de água para o DF”, informou o governador, com base em estudos da Caesb, Adasa e do próprio GDF.

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (3) em uma rápida coletiva de imprensa concedida pelo governador no Palácio do Buriti. Junto a Rollemberg estavam o presidente da Caesb, Maurício Luduvice e o secretário de agricultura Argileu Martins, que não se pronunciaram.

Seca

Em 2016, a escassez de chuvas em Brasília levou a Barragem do Rio Descoberto a atingir o nível mais baixo de sua história. O reservatório responsável por abastecer 65% do Distrito Federal estava com apenas 40% da capacidade no dia 16 de setembro.

Por isso, na época, a Adasa declarou estado de alerta por situação crítica de escassez hídrica para a capital do País. O diretor-presidente da agência, Paulo Salles, assinou a Resolução nº 15, de 2016, que recomendava medidas para assegurar a manutenção dos recursos, pois o ideal é que o reservatório se mantenha acima de 60% de seu volume útil.

As primeiras medidas anunciadas foram intensificar as campanhas educativas e aumentar a fiscalização para coibir captação ilegal de água. Ainda em setembro, a Caesb começou a fechar, como medida temporária, o abastecimento de algumas regiões para preservar os níveis de reservação e evitar falta de água em maior proporção.

Em outubro, quando o volume de água do Rio Descoberto atingiu 24,97%, a Caesb começou a aplicar 20% de tarifa de contingência na conta de água do consumidor. O recurso foi utilizado, entre outras ações, para promover campanhas publicitárias de conscientização, intensificar a fiscalização para evitar fraudes e substituir redes com vazamento.

Por fim, para assegurar a capacidade hídrica da cidade, em janeiro de 2017 foi anunciado pelo governo rodízio no fornecimento de água das regiões administrativas abastecidas pela Barragem do Descoberto. E as regiões abastecidas pelo Reservatório de Santa Maria, responsável pelo fornecimento de água de 24% da população de Brasília, entraram no rodízio em fevereiro do mesmo ano. (Com informações da Agência Brasília)


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