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Mulher é morta a tiros dentro de casa, em Ceilândia

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Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

Ceilândia registrou um segundo assassinato de mulher nesta segunda-feira (10). O caso mais recente ocorreu na QNP 9 de Ceilândia, Conjunto S, na residência de Girlane Veras de Freitas, 38 anos. As suspeitas são de acerto de contas, tendo em vista que o filho, de aproximadamente 20 anos, seria usuário de drogas. A 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) investiga o caso.

O crime aconteceu por volta das 12h30. Girlane foi atingida com quatro tiros na cabeça e no peito. Segundo vizinhos, uma motocicleta com duas pessoas se aproximou da casa, quando seis disparos puderam ser ouvidos. “Entraram tranquilos. Na hora de sair não deram arrancada”, conta uma mulher que não quis se identificar.

O primeiro a ver o corpo de Girlene foi um um garoto que mora na casa dos fundos. A mulher estava no sofá com o celular na mão.

Morte na QNP 9, Ceilândia. Foto: Kleber Lima

Vizinhança tranquila

A vizinha que conversou com o Jornal de Brasília conta que a família havia sido ameaçada no domingo (9). “Vieram uns traficantes e começaram a cobrar o dinheiro que o filho devia. Depois foram embora”, afirma.

Apesar de o garoto ser usuário de droga, a mulher alega que a família não dava problemas. “Eles moravam aqui há dois meses. Vieram para cá porque o menino devia no Sol Nascente e estava sendo procurado por traficantes de lá”, pontua. “Mas eles são tranquilos. Nunca usaram a casa como ponto de droga. Infelizmente, a mãe pagou um preço que não era dela”, completa.

Até a publicação desta reportagem, filho e pai não haviam aparecido na residência. A ausência dos dois foi motivo de comentários na rua. “Dá a impressão de que o pai e filho já estão mortos, e vieram matar a mãe só para não ter nenhuma testemunha. Procuraram o pai no lugar onde ele trabalha, mas ninguém encontrou”, alertou um outro vizinho, que também não quis se identificar.

Morte na QNP 09, Ceilândia. Foto: Kleber Lima

Feminicídio

Na mesma região houve um feminicídio durante a madrugada. Por conta de um celular, Mônica Benvindo da Costa, de 26 anos, perdeu a vida. O seu namorado e pai de duas crianças da mulher, Wdson Luiz Santos de Souza, 23 anos, a matou com diversas facadas na madrugada desta segunda-feira (10). Não se sabe, porém, o que havia no celular. Mensagens ou fotos desencadearam uma briga. A 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) investiga o feminicídio. O autor está foragido.

Mônica e Wdson se mudaram para a quitinete onde o crime ocorreu na última sexta-feira (7), na QNM 20 de Ceilândia. Os três dias morando na nova casa não foram suficientes para a vizinhança conhecer um dos dois. Uma mulher, que não quis se identificar, conta que não ouviu nenhuma briga e que os novos inquilinos teriam feito, inclusive, uma mudança tranquila. No mesmo local, também mora o irmão do autor. A reportagem tentou falar com o homem, mas ele disse que não queria dar entrevistas.

De acordo com o delegado-chefe da 15ª DP André Luis da Costa, o casal havia passado o domingo bebendo. Ao voltar para casa, começaram a discutir sobre o conteúdo, ainda desconhecido, do celular. “Depois do desentendimento, ele pegou uma faca, desferiu alguns golpes contra Mônica e fugiu”, conta.


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