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Média salarial de servidores do Metrô-DF supera realidade

Lucas Valença

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Lucas Valença
redacao@grupojbr.com

Em greve para reivindicar aumento de salário e evitar uma possível privatização do Metrô-DF, estudada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) que emitiu um edital, os servidores da empresa pública recebem uma média salarial que supera a realidade de muitas profissões. Conseguido com exclusividade pelo Jornal de Brasília e confirmado pela assessoria do Metrô-DF.


Ao observarmos o salário bruto, ou seja, as remunerações acrescidas de 29.9% referente aos impostos, funcionários de nível técnico e sem formação acadêmica, ganham quantias desejadas por concurseiros. A exemplo, os agentes de segurança que, em média, recebem R$ 11.5 mil. Motoristas vinculados à empresa ganham, novamente em média, pouco mais de R$ 8.8 mil. Os altos valores também se refletem em profissões como o de telefonista e técnico de mecânica (R$ 9.1 mil e R$ 15.8 mil (em média) respectivamente).


Várias profissões de ensino superior também estão contemplados na planilha. O único bibliotecário pago pelo Metrô-DF, por exemplo, recebe, segundo o documento, R$ 21.995,37. Áreas da engenharia, como de telecomunicações e mecânica recebem, respectivamente, R$ 18.1 mil e R$ 20.3 mil.


Em média, os 15 adminsitradores da empresa ganham R$ 20.424,65, valor próximo dos cinco arquitetos que ganham pouco mais do que R$ 20 mil.


Em algumas profissões, os valores são replicados em dezenas ou centenas de pessoas, como é o caso do agente de estação que contabiliza 210 funcionários e uma média salarial de R$ 12.1 mil, mas um custo total de R$ 1.4 milhão. Ou de pilotos que com 191 servidores somam R$ 1.5 milhão e possui uma média salarial de R$ 12 mil.


Veja a planilha completa obtida pelo Jornal de Brasília e confirmada pela assessoria do Metrô-DF:


A reportagem não conseguiu contato com o Sindmetro.

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