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Justiça determina volta imediata, mas vigilantes mantêm greve

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O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), determinou, na tarde da última sexta-feira (2), o retorno imediato ao trabalho de 100% dos vigilantes de hospitais públicos, bancos, estações de metrô, transporte de valores, postos do INSS, tribunais de justiça e escolas públicas.  A categoria, no entanto, informou que decidiu, por unanimidade, continuar a greve.

Na ocasião, a vice-presidente do  (TRT10), desembargadora Maria Regina Machado Guimarães,  afirmou ainda que deveria ser mantido o contingente mínimo de 30% nos demais postos de serviços, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil. O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Gilmar Rodrigues, informou que a categoria já recorreu da decisão.

Uma nova assembleia será realizada nesta segunda-feira (5) para decidir os próximos rumos.

Relembre

Em assembleia realizada no último dia 28, os vigilantes decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Assim, hospitais, postos de saúde, escolas e outras instituições públicas devem amanhecer amanhã com poucos profissionais, apenas para manter os 30%, conforme manda a lei. Segundo a direção do Sindicato dos Vigilantes, mais de cinco mil pessoas votaram na reunião, ocorrida próximo à sede do associação, no Conic.

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Para o presidente do sindicato, Paulo Quadros, os patrões querem tirar diversas conquistas e inserir a reforma trabalhista de qualquer jeito. Ele explica que as empresas terceirizadas querem pagar apenas a metade do tíquete-refeição e o restante em cesta básica, além de tirar o plano de saúde dos profissionais que auxiliam na segurança e organização dos espaços.

“Querem tirar também nosso horário de descanso. O vigilante tem direito a uma hora de descanso e querem deixar com apenas 30 minutos”, reclama o presidente, que lembra que foram 15 rodadas de negociação desde novembro do ano passado. Existe o desejo de um reajuste salarial de 7% e não apenas a reposição pelo índice NPC, de 2,7%. Segundo o sindicato, os empresários querem retirar vários direitos e conquistas, em um total de 18 cláusulas que estão na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e que prejudicam o bolso do trabalhador.

 

 

 

 

 


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