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Escolas do DF já têm projetos de ação preventiva contra a violência

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Ana Karolline Rodrigues
ana.rodrigues@grupojbr.com

Após o  atentado ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na última quarta-feira (13), escolas do Distrito Federal já buscam reforçar a segurança como forma de prevenção a episódios de violência. Segundo a Secretaria de Educação do DF, já existem projetos de combate à violência em desenvolvimento para serem implementados em breve nas instituições da rede pública local. Como destaque na garantia de segurança nestes ambientes, porém, estão as quatro escolas já militarizadas do DF  (centros educacionais 3, de Sobradinho; 308, do Recanto das Emas, 1; da Estrutural, e 7, de Ceilândia), que prometem controlar a disciplina dos estudantes e o cuidado do espaço da instituição.

De acordo com a Secretaria de Educação, as unidades militarizadas foram escolhidas segundo critérios variados, incluindo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mas, principalmente, após avaliações do mapa da violência na região próxima à escola. Assim, desde o início das aulas, em fevereiro deste ano, cerca de 20 a 25 policiais militares já começaram a atuar nas escolas, variando de acordo com o número de alunos, como forma de garantir a disciplina nas instituições.

O efetivo da PM foi selecionado dentre os que estão na reserva ou impedidos de trabalhar na rua por alguma dispensa médica. Eles atuam na gestão disciplinar das escolas, controlando também a entrada e saída de estudantes, pátios e corredores.  No entanto, a secretaria afirma que, como só se passou um mês da implantação do projeto, ainda não há um levantamento numérico que mostre esta diminuição na violência.

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A previsão é de que, até o final do primeiro semestre de 2019, o modelo esteja implementado em mais 16 escolas, totalizando 20 unidades. A seleção dessas instituições ainda está sendo feita. Aproximadamente R$ 200 mil foram designados para a implementação do sistema em cada escola, custeados pela Secretaria de Segurança Pública do DF.

Projetos de segurança
De acordo com a Secretaria de Educação, já está em desenvolvimento no DF o projeto Escolas em Paz, que consistirá em um pacote de medidas de prevenção à violência. O projeto está em construção e já foi instituído um grupo de trabalho para mapear situações de violência física e psicológica no ambiente escolar, com o objetivo de subsidiar as novas ações.

A PM também tem um protocolo de ações envolvendo o Batalhão Escolar. Ao ser acionado, ele também pode iniciar a Operação Gerente, que inclui um negociador para situações que envolvam reféns.

Um exemplo na segurança, na instituição ‘civil’, no Centro Educacional 02, do Cruzeiro, as ocorrências de violência são praticamente zero, comenta o diretor João Leal, 48 anos. Essa promoção de um ambiente seguro existe não só pela presença de seguranças no local, como também pela relação que o colégio tem com o estudante.

A escola conta com  720 alunos do ensino médio pela manhã e 460 de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de curso técnico em serviços públicos, à noite. Segundo ele, a parte de segurança já é reforçada atualmente no local. “Temos o apoio do Batalhão Escolar. Sempre que a escola necessita,  eles estão prontos para atender”.

Como forma de manter uma relação transparente com a família, João informa ainda que a escola conta com um aplicativo para a comunicação com os responsáveis. “Por meio do app, informamos dias de reuniões, se ocorreu situação diferente do cotidiano. É uma forma dele ver horário de entrada e saída do aluno também”, disse.

Ponto de vista
O diretor da escola, João Leal, conta que a instituição busca promover formas de o aluno expor seus anseios. “Temos a parte da orientação educacional sempre preocupada com essa questão da saúde mental dos alunos. Ano passado, por exemplo, contamos com parceria do CVV (Centro de Valorização da Vida) com palestras. Eles faziam horários adequados, no contraturno da escola para o estudante ter um espaço para conversar sobre aquilo que vem o angustiando”, disse.

“Nos preocupamos, porque o que aconteceu em Suzano pode acontecer em Brasília, em qualquer lugar”, completou.


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