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Garrafas de vidro voltam à mesa do consumidor

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Populares entre as décadas de 1980 e 1990, as garrafas de vidro voltam ao mercado como uma alternativa às similares de PET e alumínio. O uso de embalagens retornáveis vai de encontro ao anseio por um consumo ambientalmente responsável e para quem busca economizar na compra de bebidas.

As garrafas de vidro retornáveis representam uma queda significativa no número de embalagens produzidas e distribuídas no mercado, visto que possuem um ciclo de vida maior e podem ser reutilizadas até 20 vezes antes de virar resíduo. Ao serem entregues nos pontos de coletas em bares, restaurantes e supermercados, o consumidor volta para casa com as garrafas cheias de refrigerante ou cerveja. Já as garrafas vazias retornam à fábrica e passam por um processo de higienização antes de serem reintroduzidas à linha de produção.

Esse sistema é propício para a diminuição dos custos de fabricação de garrafas novas. Com isso, utilizar as garrafas de vidro pode sair até 30% mais barato. Isto acontece porque toda a economia no processo de fabricação chega ao bolso do comprador, que também deixa de pagar por algo que antes seria jogado fora.

A empresa de bebidas Ambev possui uma fábrica de garrafas de vidro no Rio de Janeiro que é considerada uma das maiores recicladoras dessa matéria-prima na América Latina. Seis a cada dez garrafas produzidas pela empresa são fabricadas totalmente com material reciclado – uma economia de 70 mil toneladas de vidro ao ano. Além disso, as etapas no processamento desse material consomem 35% menos energia e diminuem a emissão de gás carbônico.

100% reciclável, o vidro também tem menor impacto para o meio ambiente porque contribui diretamente na redução do consumo de matérias-primas virgens (areia, barrilha, calcário e feldspato). Segundo a ABIVIDRO – Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, cada quilo de cacos utilizado na produção de novas embalagens substitui o equivalente a 1,2 kg dos citados recursos naturais, sem perda na qualidade do material. Além disso, menos descartes de vasilhames significa aumento da vida útil de aterros sanitários.

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O mercado, por sua vez, interessado em manter negócios rentáveis em períodos de crise, vem estimulando o consumo dessas embalagens. Tanto os fabricantes quanto os pontos de distribuição estão interessados nos retornáveis por garantir novas vendas no momento da troca. “Os retornáveis já correspondem a mais da metade de nossas vendas e seguimos investindo nessa alternativa. Buscando melhorar ainda mais nossos índices de ecoeficiência, a AB Inbev tem a meta de reduzir, até 2017, em 100 mil toneladas a matéria-prima na produção de embalagens”, afirma Carla Crippa, gerente de sustentabilidade da Ambev. Entre 2014 e 2015, houve um aumento de 60% no volume de cervejas da empresa vendido em supermercados em garrafas retornáveis.

A volta dos retornáveis traz consigo ainda certa nostalgia e o conceito de compartilhamento tão presente no ato de consumir cervejas. A Ambev tem apostado nessa tendência e, além da tradicional embalagem de 600 ml, lançou garrafas de cerveja de 1 litro, de 300 ml e relançou a garrafa de vidro de 1 litro de Guaraná Antarctica. A companhia também expande o portfólio de retornáveis para outros países, dentre eles o Paraguai, que já conta com embalagens reutilizáveis de 340 ml.


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